De: Fã. Para: REPLACE

Essa é corajosa. Imagine só, fazer uma tatuagem para mostrar o amor que sente pela sua banda favorita. Essa foi capaz de tatuar o braço. Isso que é fã, não é?

A dona desse bracinho chama-se Ana Laura.

E aqui tem mais loucas pela banda, dêem uma olhada: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.148047438584440.34953.124800194242498&type=3  :D

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Capítulo 6 – A grande guerra

Há vários dias tenho ficado só em casa, olhando pela janela o movimento dessas ruas monótonas do centro da cidade, o plano deu tão certo que é melhor não sair todos os dias, esses corvos estão achando que somos terroristas, essa velha Lei do Medo ainda tem um efeito muito forte entre assinantes de tv à cabo e ouvintes de rádio.

Não somos o medo, somos como pensamentos bons, tudo que queremos é que cada pessoa aprenda que não é só aquilo que as pessoas dizem de você que fazem seu caráter, sua personalidade, queremos que apostem em seus sonhos, pois não é proibido sonhar, não vamos dizer que “sonhar é de graça” pra não dar idéia para nenhum novo imposto.

Somos nobres cavaleiros de pensamentos bons, dividimos a energia que nos fazem maiores que os animais, não mais sábios… Eles, às vezes, nos vêem como marginais.

A força de um furacão foi o que os assustou, a destruição que um furacão causa foi o que os fez saírem pela noite atrás de quem estava fazendo isso com a cidade. Mas não era essa a nossa intenção, sabemos que por onde furacões passam, além do que destrói, deixa pessoas mais fortes, sonhos não são movidos pelo vento, dias melhores não são chuvas de verão, é preciso crescer pra conquistar.

Nada pode substituir você, nem fazer-te por menor… Lembra-te disso.

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Capítulo 5 – Simseria

O Delegado Nogueira já está velho para brincadeiras, depois de mais de 30 anos na polícia ele já não tem o mesmo fôlego para perambular entre as noites seguindo alguém que ele nem ao menos consegue imaginar… Ele já está cansando dessa história.

“Há 2 semanas todos ficaram loucos com os boatos que correram, esse lance de 2012 mexeu com a cabeça das pessoas, há dias pequenos furacões foram espalhados pela cidade, não se sabe porque, por quem, pra mim tá tudo bem, deve ser brincadeira desses jovens de hoje em dia. Mas parece que só eu penso assim, alguns loucos disseram que isso seria o começo de uma revolução. Revolucionários… Só eles acreditam em revolução.” Dizia pra si mesmo enquanto dirigia pela madrugada à procura de papéis voadores.

Oficiais foram colocados nas entradas de grandes centros comerciais, bancos e bolsas de valores, vai saber do que esses malucos são capazes. Não gosto de mudanças, muito menos desses que dizem mudar o mundo.

Depois de algumas horas, já com um café quente, rosquinhas e duas pilhas de papel sobre a mesa, estamos de volta à delegacia, ouvi dizer que temos novidades sobre essa tal onda que tanto se diz.

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Capítulo 4 – Levantando vôo

O mundo tem medo daquilo que não conhece mas não conhece quase nada daquilo que realmente lhe mantém preso entre grades e câmeras de segurança.

A primeira parte do plano tem fluído bem, nos últimos dias cobrimos quase toda a parte central da cidade, silenciosos como o vento, ninguém nos viu.

Eu ando preocupado com a proporção que as coisas estão tomando, ouvi dizer que o Governo colocou agentes nas ruas atrás de pistas sobre o que seria “A Onda”, são como cães farejadores loucos por ração extra no final do expediente.

Vou lhes contar o que somos.

Meados de 2006 aconteceu o que o destino planejou, plantou uma nova visão em 3 de nós, foi quando tudo começou.

Somos como uma grande família que não tem mesa de domingo, pessoas que não acham sonhos impossíveis, pelo contrário, sonhos foram feitos para serem conquistados, somos como aqueles loucos dos anos 70 de pensamento livre e despreocupados com o tic tac do relógio, prezamos a sinceridade entre as pessoas, a capacidade de que pessoas tão diferentes estejam em um mesmo lugar, por um mesmo objetivo.

Nosso sonho era de aprendermos a voar, descobrimos um caminho pra tirar os pés do chão, nós somos aqueles que nunca disseram que nós seríamos, muito prazer.

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Capítulo 3 – Celebremos

As festas continuaram pela cidade, os toques de alerta não funcionam aos jovens, todos nós já sabíamos que isso ia acontecer.

Uma garota foi presa por estar carregando cartazes suspeitos, eu a vi descendo a Rua Augusta, coitados, esses policiais não sabem de nada… Estão precisando aprender mais, atiram ao nem ver e eu analisando de longe todos os movimentos, já achei 3 maneiras de escapar deles em 5 minutos… mas levaram a garota.

Hoje eu vou me misturar entre os distraídos, passo olhando as luzes mas só eu consigo entender o que realmente acontece, essa cidade é tão previsível, vejo senhoras atravessando a rua com a mesma pressa que dirigem suas vidas em carros turbinados, há pressa demais neles.

Entrei na festa pra olhar o que acontecia por ali, eufóricos esses jovens de hoje em dia, correm e pulam de um lado para o outro, mas parecem felizes, difícil ver sorrisos sem motivo desde que tudo ficou tão igual, tá na hora de mudar… Hora de voltar às ruas.

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Capítulo 2 – O furacão…

Por toda parte cidade há pequenos avisos, os furacões estão sendo examinados para descobrir se há alguma forma de comunicação pelo que chamam “impressão código-visual”, usado durante a Guerra Fria por espiões para se comunicarem entre si, são impressos espalhados pela cidade, como pequenas bandeiras de uma guerra invisível.

Alguns dizem ser o início de um grande ataque cibernético à sites governamentais, outros dizem ser uma organização criminosa demarcando áreas de interesse… Eu digo que todos eles estão errados.

Ondas são implacáveis contra as pedras que ficam em seu caminho, são calmas como o vento de domingo e carregam o som ensurdecedor do silêncio, em cima desses princípios se criou “A onda”, nisso eles estavam certos, ser implacável como o mar, calmo como o vento e ensurdecedor como a confusão na cabeça das pessoas andando em fila pela cidade cinza, é assim que vemos São Paulo e as ondas irão desfazer as pilhas de almas sem sonhos… Pelo menos enquanto eu estiver aqui.

Quem sou eu? Um dos fundadores da “A onda”, mas você ainda não me conhece.

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Capítulo 1 – A onda…

São Paulo, 02 de janeiro de 2012.

“Acabou de bater a meia noite, eu gosto do anoitecer, tem menos urubu na rua, deixa o frio e a chuva fina continuar, acabaram as festas e na surdina ninguém vai me achar…” disse para a janela do apartamento, desde que assumira essa missão é quase um ritual, a noite cai e ele se levanta pra espalhar a ordem pelas ruas da cidade.

Do outro lado da cidade, o Secretário de Segurança tenta acalmar a mídia que ataca as atitudes cômodas do governo com relação ao que até agora chamam de “A onda”.

“Continuam as investigações. Algumas prisões temporárias foram decretadas para manter a calma da população e preservar a segurança nacional.” diz o Secretário rezando para seu departamento começar a agir, as paredes estão se fechando e dessa nem o governo poderia escapar, o pânico já estava se espalhando realmente como uma onda.

Há alguns dias se dizia que algo aconteceria no mudar de ano, algumas pessoas não saíram de casa cobrando das autoridades uma decisão, afinal, o que seria o tal “Furacão” que estava chegando?

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